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Slow play

Subjogar um monstro para disfarçá-lo e armar uma trap. Bonitinho, mas geralmente só deixa os oponentes dar draw barato.

Dê raise do cutoff com A♣A♠ e o button dá call. O flop vem A♦8♣3♥ - seco, rainbow, sem draw para ninguém. Você flopou top set, praticamente o máximo que dá para estar na frente nesse board. Então você dá check. O button dá check back com air, ou aposta um par de eights que teria dado fold para um bet - e a mão que você teria ganhado pequena fica no pot em vez disso.

Esse é o único spot em que a jogada funciona: você está tão na frente que nada atrás consegue te alcançar numa carta só, e o oponente aposta quando você preferiria que ele não desse fold. Dar check transforma uma street de value em duas, ou deixa um bluff viver num pot que você teria fechado apostando. Você abre mão de um pequeno bet garantido agora por uma chance de um maior depois. Às vezes essa troca vale a pena.

Iniciantes fazem isso no board errado. Dê slow-play em kings num Q♥J♥4♣ e você entrega uma carta grátis para um flush draw e um straight draw - a mesma carta que te vence no turn. Dê slow-play num jogador passivo que só aposta mãos feitas e o pot simplesmente morre: você dá check, ele dá check, e seu monstro ganha o mínimo no showdown em vez de uma stack. O board e o oponente decidem isso, não a força da sua mão sozinha.

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